A brasilidade das xilogravuras de J. Borges

sexta-feira, 25 de novembro de 2011


José Francisco Borges, mais conhecido como J. Borges, nasceu a 20 de dezembro de 1935, no município de Bezerros, Pernambuco, onde deu início a sua vida artística e reside até hoje, escrevendo, ilustrando e publicando os seus folhetos.

Em seu ateliê, esse pernambucano já fez muitas obras que dividiram espaço no Museu do Louvre com Leonardo da Vinci e Botticelli. Muitos ainda não sabem mas ele é um dos artistas folclóricos mais celebrados da América Latina, percorreu 20 países da Europa e já foi tema de reportagem do New York Times. Além disso, teve um lote de suas xilogravuras arrematado por US$ 30 mil num leilão nos Estados Unidos. O dinheiro, no entanto, não foi para o artista. Ficou com um colecionador americano que garimpa exemplares raros de obras folclóricas.

As conquistas de J. Borges são uma grande vitória para um sertanejo vindo de um ambiente de dificuldades e pobreza. Filho de agricultores, aos 8 anos já trabalhava na roça e foi para a escola apenas aos 12, mas a frequentou somente por dez meses. Já foi marceneiro, mascate, pintor de parede e oleiro. Aos 20, vendia cordéis nas feiras e, em 1964, publicou sua primeira obra, que vendeu 5 mil exemplares. Apesar disso, sua principal arte não é o texto e sim a xilogravura. As obras chegaram até o escritor Ariano Suassuna, que virou seu padrinho. Assim, os trabalhos passaram a circular nos meios acadêmicos e artísticos, que antes pouco valorizavam a xilogravura. 


Um comentário:

  1. Belíssima e enriquecedora postagem/resgate/homenagem, Marilia. Parabéns!

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