Vik Muniz, o artista plástico de "Lixo Extraordinário"

domingo, 27 de fevereiro de 2011


Artista plástico paulistano radicado em Nova York, Vik Muniz ganhou fama internacional com suas telas e esculturas feitas com novas mídias e materiais, que incluem alimentos, páginas de revistas, monitores de computador, lixo e até diamantes. O artista possui obras nos principais museus de arte contemporânea do mundo, como o Metropolitan, o Whitney, o MoMA, de Nova York e o Reina Sofia, de Madrid.

No Brasil, foi convidado pela diretora de telenovelas Denise Saraceni para produzir a abertura de Passione, que foi exibida até janeiro desse ano na Rede Globo. 

Atualmente, Vik está em evidência na mídia brasileira por conta da indicação ao Oscar do documentário Lixo Extraordinário, filmado entre 2007 e 2009, que retrata seu trabalho em um dos maiores aterros sanitários do mundo: o Jardim Gramacho, na periferia do Rio de Janeiro. Lá, ele fotografa catadores de materiais recicláveis, com o objetivo inicial de retratá-los mas, acaba revelando o poder transformador da arte. 

O resultado de seu trabalho é muito interessante e cada obra desse artista não sai por menos de 5 mil dólares. Além disso, sempre que vende um trabalho que retrata problemas socias, ele doa boa parte da renda para instituições beneficentes.

obras produzidas durante o trabalho no Jardim Gramacho
obra produzida para Passione

O site oficial do Vik Muniz é esse aqui

As fotografias de Linda McCartney

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011


Linda McCartney, cujo nome de batismo é Linda Louise Eastman, tornou-se mundialmente famosa ao se casar com Paul McCartney, na época, baixista do grupo de rock inglês The Beatles. Porém, antes disso, já havia se formado em Artes pela Universidade do Arizona e seu trabalho como fotógrafa era muito reconhecido.

Imortalizou-se fotografando ícones do rock como The Rolling Stones, The Who, Jimi Hendrix, The Doors, Traffic, Simon and Garfunkel, Bob Dylan, Otis Redding e, em seguida, The Beatles, quando acabou conhecendo seu futuro marido, Paul.

Quando trabalhou com a editora da revista Rolling Stone, Linda produziu um trabalho de alta qualidade que continua sendo publicado mesmo depois de sua morte, em 1998. Seu trabalho já foi exposto em dezenas de galerias de arte, incluindo o Victoria and Albert Museum, em Londres.

The Rolling Stones
Jimi Hendrix e The Beatles
Jim Morrison
Aretha Flanklin e Yoko Ono
Stella McCartney e auto-retrato
Veja outros trabalhos de Linda em http://www.lindamccartney.com/

Clássicos em Quadrinhos - Entrevista com Jo Fevereiro

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Jo Fevereiro é ilustrador e publicitário. Nasceu em 1950 na cidade de São Paulo e, ainda na infância, adquiriu o gosto pela leitura com o livro Reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato. Aos 14 anos ingressou na Escola Panamericana de Arte e, aos 15, trabalhou com Nico Rosso, conhecido artista italiano radicado no Brasil e desenhista de histórias em quadrinhos da época. Jo gostava de HQs e aprendeu com Rosso a se interessar pela leitura e elaboração de histórias mais adultas e, na época, ainda chegou a escrever alguns roteiros.

Porém, acabou optando por trabalhar principalmente com publicidade por questões financeiras mas, sempre que pôde retomou as HQs. Em 1978, fez um curso de roteirização para quadrinhos na Associação dos Artistas Gráficos e participou de algumas publicações independentes. No ano seguinte, paralelamente a seu estúdio de publicidade, passou a colaborar com algumas editoras.

Em 1982, parou novamente com as HQs por conta de uma crise econômica e trabalhou na Imprensa Oficial do Estado para conseguir manter seu estúdio. Só voltou com os quadrinhos em 1990, quando morou em Portugal e foi convidado para criar um personagem para o jornal da Casa do Brasil de Lisboa. Retornou ao Brasil em 1995 e participou da revista do curso de Design da Escola Superior de Belas Artes. Em 2005, retomou as HQs com a coleção Literatura Brasileira em Quadrinhos, da Editora Escala.

Numa conversa por e-mail, Jo falou um pouco da concepção, desenvolvimento e produção dessa coleção que adaptou inicialmente contos de escritores consagrados da literatura nacional. E fica a seguinte questão: quem ganha com esse tipo de iniciativa? Os quadrinhos, a literatura ou os dois?
capas de alguns livros da coleção
EmFechamento: Como surgiu a oportunidade de trabalhar com quadrinhos na Escala?
Jo Fevereiro: A pré-história dessa coleção ocorreu no primeiro contato que tive com o editor da Escala Educacional. Soube que a editora queria ampliar o quadro de colaboradores na área de paradidáticos e falei com meu amigo, o desenhista Francisco Vilachã, para que passasse lá. Ele levou para a visita o portfólio e algumas páginas em quadrinhos que esboçara nas horas vagas a partir de um texto do Machado de Assis. Ficou surpreso ao ver que o editor se interessou por aquelas páginas como quadrinhos e não como meras ilustrações. A editora estava atrás de algo diferente na linha de produtos paradidáticos e o meu amigo, por acaso, apareceu com a solução. Ligou para mim todo entusiasmado, contou a novidade e me convidou para participar daquela empreitada. Inicialmente, eu declinei, disse que fazia muitos anos que não trabalhava numa história longa. Estava inseguro em relação a esse desafio, mas ele insistiu tanto que aceitei assumir uma das duas revistas que iniciariam a série.

Como foi feita a escolha dos títulos que seriam adaptados?
Vilachã e o editor fizeram outra reunião, dessa vez com o diretor editorial, e formataram a coleção em oito adaptações iniciais. Definiram dimensões, número de páginas e alguns títulos. Decidiram também que, nessa primeira fase, seriam adaptados contos de apenas dois autores: Machado de Assis e Lima Barreto. O Vilachã voltou para casa com a missão de pesquisar os textos que faltavam e que fossem mais adequados ao projeto. Escolhi um dos títulos disponíveis, O homem que sabia javanês, do Lima, e o Vilachã me sugeriu A Cartomante, do Machado, que também aceitei fazer.
Trecho da adaptação Gaetaninho
Observei que nos livros de contos, o texto original foi mantido. Como foi feita essa opção por manter o texto? Quando algo é suprimido, qual o critério? Como essa opção (de manter o original) foi recebida?
Quando comecei a decupar o texto para a roteirização de O homem que sabia javanês, minha preocupação era encaixar ao máximo o texto original dentro das quarenta páginas determinadas. Acabei e vi que o texto se acomodava confortavelmente no espaço da página, o que se tornava um grande diferencial em relação as adaptações que eu conhecia, já que o texto estava praticamente intacto. Praticamente, porque foram suprimidas algumas palavras que seriam desnecessárias ao lado da imagem como: “disse ele”, “perguntou”, “explicou”, “pensou”, etc., que na linguagem dos quadrinhos ficam subentendidas nos rabichos dos balões. Conversamos, eu e o Vilachã, a respeito dessa nova proposta. Concluímos que era um caminho interessante e que, para mantermos essa integralidade do texto original, precisaríamos selecionar contos com cerca doze páginas de texto.

Tamanho não parece um critério nobre, admito, para a escolha de títulos. Mas, nesse caso era a única maneira de adequarmos a intenção à viabilização. E, certamente ninguém teria paciência para ler um romance com o texto integral, em quadrinhos. O conto tem por característica uma linguagem mais dinâmica, mais compatível com a dos quadrinhos. Só tivemos que escolher os que apresentassem melhores possibilidades visuais para estimular a nossa imaginação, o que refletiria positivamente no resultado final. A Escala Educacional resolveu bancar a proposta.Sabíamos de antemão que alguns puristas do quadrinho estranhariam esse tipo de roteiro. Afinal as adaptações de literatura, tanto para quadrinhos quanto para o cinema ou teatro, alteram o texto original para a nova linguagem em que será apresentado. Mesmo assim, continuamos a encarar essa fidelidade ao autor como uma virtude. Nossa pretensão com esse projeto era, naquele momento, levar o texto integral, numa roupagem mais atraente, para aquele aluno que tem aversão ao texto corrido. Se resultasse, valeriam a pena: o risco, o esforço, as críticas mais preconceituosas.Pelo número de escolas por todo o Brasil que tem adotado essas adaptações como material de apoio, está valendo, e muito.

Com relação as ilustrações, como foi feito o trabalho de pesquisa para compor os cenários,figurinos, penteados e cores?
Felizmente ainda guardo duas coleções antigas (Nosso Século e História do século XX), fartamente ilustradas e que documentam muito bem a época relativa ao conto. A internet também se tornou uma ferramenta para esse trabalho, pela agilidade e amplitude de alcance. Foi nela que consegui a maior parte das imagens que precisava e a que mais me preocupava desde a leitura: a Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, um dos cenários mais importantes da história. Eu teria que desenhar cenas externas e internas nesse ambiente e era preciso imagens do próprio local para dar o máximo de veracidade. Já estava desanimado com a pesquisa, até que resolvi entrar no próprio site da biblioteca. Foi o maior alívio... ele dispunha de uma viagem virtual e retirei tudo o que era necessário para as cenas.

Quanto aos personagens, procurei respeitar sempre as características definidas pelo autor. No caso do personagem principal, um baiano que poderia ser filho de um javanês, mostrando sua metamorfose através do tempo e da escalada social. Os outros, cada um com suas características próprias, sejam sociais, profissionais, etárias,de personalidade, etc. Todos eles situados em sua época através da moda, dos adereços, corte de cabelo, barba,bigode, etc., fartamente documentados nas coleções já citadas.Na questão da cor, a medida certa é justamente identificar as situações do texto e utilizar as tonalidades adequadas a cada uma delas. Eu dispuz desses recursos cromáticos em praticamente todas as adaptações que fiz. Para induzir o leitor ao ambiente “de época” estabeleci uma paleta em tons pastel. Infelizmente, por problemas industriais que fogem ao nosso controle, nem todas as revistas saem com a impressão bem ajustada e as cores podem perder a tonalidade do arquivo original.

comparações entre as ilustrações e fotografias da época

Você acha que o fato do mesmo profissional fazer o roteiro e a arte garante mais coesão à adaptação?
Neste caso específico, com a opção pela literalidade, o termo “decupagem” é mais adequado do que “roteiro”. Escolhi um trecho mais ou menos na metade, que desse uma boa “passagem” de página, depois na metade das metades e continuei essa divisão sucessivamente, até chegar nas quarenta páginas pré-estabelecidas. Em seguida dividi o texto que coube a cada página em cenas, futuros quadrinhos, e as cenas em legendas e balões, conforme a narrativa.Particularmente me senti bastante à vontade nessas adaptações. Além de ter feito muitos roteiros para eu mesmo desenhar, estava trabalhando com ótimos textos originais e totalmente adequados à linguagem dos quadrinhos.

Quanto tempo em média dura o trabalho de edição de uma obra desse tipo? Quais são as etapas?
Eu levei de dois a três meses para concluir cada adaptação, da leitura do texto à entrega dos arquivos originais para impressão. As etapas de trabalho são: roteiro, desenvolvimento de caracteres dos personagens, pesquisa iconográfica,esboço quadrinizado, definição do desenho a lápis, arte-final com nanquim, escaneamento e tratamento digital dos desenhos finalizados, edição digital dos balões e legendas com letreiramento e, finalmente, colorização digital.

A arte de rua de Banksy

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011


Banksy é o pseudônimo de um misterioso artista de rua britânico que também é ativista político e pintor, cuja identidade não foi confirmada. Sua arte é satírica, subversiva e combina um irreverente humor negro com grafite feito em uma notável técnica de stencil. Suas obras foram apresentados nas ruas, muros e pontes das cidades de todo o mundo e podem ser encontradas principalmente em Bristol e Londres.

De acordo com o autor e designer gráfico Tristan Manco, Banksy nasceu em 1974 e cresceu em Bristol, na Inglaterra. Seria filho de um técnico de copiadora e teria feito treinamento para ser açougueiro. Porém, se envolveu com o grafite nos anos de 1980 e desistiu de trabalhar com cortes de carne. Observadores notaram que seu estilo é semelhante ao de Blek le Rat , que começou a trabalhar com stencil em 1981, em Paris.

Banksy já fez uma abertura para os Simpsons e estreou nos cinemas em 2010 como diretor do documentário Exit Through the Gift Shop, que foi indicado ao Oscar de 2011.

Você pode conferir outros trabalhos no site de Banksy, que é esse aqui.

Life Calendar: Como foi o seu dia?

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011


O Life Calendar foi criado pela Brigada Creativa e possui duas versões. Na primeira, as datas são círculos amarelos que lembram o famoso Smiley e ao invés demarcar um "X" conforme os dias passam, marca-se uma carinha conforme o humor. No final do mês ou do ano, você pode fazer uma retrospectiva com os melhores e piores períodos da vida. É interessante para fazer uma reflexão e muito criativo.

Já na segunda versão, Love Calendar, que segue uma lógica parecida, as datas são substituídas por corações. Neles você marca o que aconteceu e quanto amou em cada dia. Dessa vez, no final do mês ou do ano, você pode ver se tudo foi bem ou se foi um desastre.

Os calendários podem ser encontrados no site: www.brigadacreativa.com



As ilustrações estilosas de super-heróis e vilões de Christopher Uminga

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011


Christopher Uminga é um pintor, ilustrador e professor de New Heaven, cidade localizada no estado norte-americano de Connecticut.

Ele diz que limita-se a criar aquilo que o faz feliz e confere ares de zumbi a famosos personagens que conhecemos desde a infância, além de trabalhos totalmente autorais.

Confira outros trabalhos desse artista em seu site pessoal.

Bandeiras comestíveis


Para comemorar o Festival Internacional da Comida de Sydney, as bandeiras dos países participantes foram recriadas com alimentos populares de cada nação. Os pratos ficaram super divertidos e foram utilizados no layout do site, que é esse aqui.

Algumas das bandeiras para vocês conferirem:

Líbano
Japão
Itália
Austrália
Vietnã
Grécia

Mão da América - Recriações da escultura-símbolo do Memorial da América Latina

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

obras de Lucas Schilosinsky e Elifas Andreatto

A exposição Mão da América, que vai até o dia 12 de fevereiro (está acabando mas ainda dá tempo de ver!), homenageia o arquiteto Oscar Niemeyer.

Artistas do Brasil e de países latino-americanos exibem 48 obras inspiradas na escultura-símbolo do Memorial da América Latina, projetada por Niemeyer.

Onde e quando
Exposição Mão da América - Homenagem a Oscar Niemeyer
Memorial da América Latina (av. Auro Soares de Moura Andrade, 664, portões 1, 5 e 6).
Até 12/2.
Entrada franca. 


Vi na Folha.com

Surrealismo na fotografia

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

fotografia de Hans Bellmer (detalhe)

Quando falarmos em Surrealismo, as primeiras imagens que vêm em nossas mentes são as pinturas de Salvador Dalí. Mas, além dele há uma série de artistas que produziram pinturas, esculturas e fotografias seguindo a linha dessa vanguarda. E é sobre esse último tipo de obra que vamos falar nesse post: a fotografia surrealista.

Assim como acontece na pintura, na fotografia surrealista são retratados o sonho, o impossível e o irreal. Por meio do irracional e do bizarro o artista busca mostrar verdades que não poderiam ser alcançadas pelo raciocínio lógico, explorando o imaginário e tendo forte influência das teorias psicanalistas de Freud.

Num tempo que não havia photoshop ou qualquer tipo de manipulação digital podemos encontrar resultados impressionantes. Eram utilizadas técnicas como a múltipla exposição, montagem (manipulação de negativos), criação de imagens abstratas por meio de fotogramas (impressão direta de objetos sobre papel fotosensível sem uso da câmera fotográfica) e solarização.


manipulações do fotógrafo Jerry N. Uelsmann




fotografias de Man Ray



fotograma de Laszlo Moholy

Surrealismo na moda: Guy Bourdin fotografou durante muitos anos
para a revista Vogue e tinha fortes influência de Man Ray

Workshop com Moema Cavalcanti

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011



A capa do livro e seu poder de sedução: Workshop com Moema Cavalcanti
 
Moema Cavalcanti é graduada em pedagogia, diretora de arte da Editora Abril (1968-1975);desde 1975 atua como designer independente. Criadora da identidade visual dos eventos paralelos à 46ª feira Internacional de Livros de Frankfurt; designer de livros, revistas, catálogos de exposições, calendários, etc. 

Recebeu o Prêmio Jabuti em 1991, 1993 e 2007. Expôs seus trabalhos em 2000 na Associação dos Designers Gráficos (ADG): Moema Cavalcanti: 800 capas. Já elaborou mais de mil e duzentas capas de livros para as principais editoras do país.

Carga Horária: 6 horas
Datas: 22 e 23 de Março de 2011
Horário: das 18h às 21h

Local: Universidade do Livro (funciona no prédio da Fundação Editora da UNESP - Praça da Sé, 108, Centro - São Paulo, SP - CEP: 01001-900 - Esquina com a Rua Benjamin Constant - Metrô Sé).
Público Alvo: Profissionais da área de arte e design gráfico, editores e assistentes editoriais, estudantes de arte e comunicação visual, arquitetos, editores de arte, diagramadores, ilustradores, pesquisadores iconográficos, designers, estudantes de arquitetura e demais interessados.
Conteúdo: O poder de sedução da capa de um livro. A capa e a motivação de compra. A importância dos textos nas capas. A relação entre o consumidor, o livro e a capa: a compra por impulso e os livros de leitura obrigatória. Análise da obra de designers brasileiros; resumo histórico da evolução da capa e do design de capa no Brasil.
Objetivos: A partir de discussões sobre obras já realizadas, entender o processo de criação de capas e propor soluções para alguns projetos editoriais.
Metodologia: Aula expositiva, ilustrada por imagens de capas de livros produzidas atualmente no Brasil. Oficina de criação de capas usando recursos mínimos.
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