História das revistas femininas no Brasil

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012


O emfechamento faz aniversário de 1 ano e para comemorar haverá uma série de posts especiais. O primeiro deles é este, que fala sobre a história das revistas femininas no Brasil. Espero que gostem!


As femininas no Brasil
Em 1827, nasceu a primeira revista feminina brasileira: Espelho Diamantino, que trazia temas como política, literatura, artes, moda e também tinha um padrão gráfico semelhante ao do livro. Era dedicada às senhoras, mas feita por homens num tempo em que menos de 14% delas eram alfabetizadas.

Durou apenas até 1828 e em seu primeiro editorial trazia a seguinte máxima “pretender manter as mulheres em um estado de estupidez (...) pouco acima dos animais domésticos” seria “uma empresa tão injusta como prejudicial ao bem da humanidade”. Em 1831, surgiu a segunda revista feminina: Espelho das Brasileiras, iniciativa do francês Aldophe Émile de Bois-Garin.


Em 1852, o Jornal das Senhoras, de propriedade da professora argentina Joana de Noronha, possuía artigos de cunho feminista que não tardou a receber reações masculinas indignadas. Em 1872, outra professora, Francisca Diniz, lançou no sul de Minas Gerais, O Sexo Feminino. A revista conseguiu animadoras 800 assinaturas e também seguia uma linha editorial feminista. No início do século XX, surgiram A Cigarra e Frou-Frou, que falavam de moda, cinema, esportes e eventos sociais. Porém, o destaque da época é a Revista Feminina, de São Paulo. Começou como um folheto de divulgação de cosméticos, romances, livros de culinária, mas não tardou a adquirir vida própria (em 1914) e atingiu a impressionante marca (para a época) de 20 mil exemplares por mês. Circulou até 1936. Trazia seções de culinária (“O menu do meu marido”), moda, beleza, literatura, além de troca de informações das leitoras entre si sobre saúde e questões sentimentais. É considerada conservadora e tinha muitos textos escritos por homens.
A partir de década de 1950, a política do presidente Juscelino Kubitschek criou novas necessidades de consumo e a mulher, muitas vezes, passou a precisar trabalhar. Em 1959, a editora Abril lançou Manequimuma revista de prestação de serviços que ensinava a mulher a costurar seus próprios vestidos ou fazê-los por encomenda. A editora já tinha a feminina Capricho (desde 1952), que começou com fotonovelas e depois voltou-se para o público adolescente. Em 1961, a Abril lançou a revista Claudia, que falava de moda, comportamento, beleza e culinária (mas com o diferencial de testar as receitas que eram publicadas). Claudia completou 50 anos de circulação em 2011 e é considerada a maior revista feminina do Brasil com circulação média de 419.827 exemplares mensais, que mostra sua força e peso no mercado editorial brasileiro. Em 1973, vieram as revistas Mais, da editora Três e Nova, da editora Abril, inspirada na americana Cosmopolitan.

Em 1975, a Carta Editorial, lançou a versão brasileira da  revista de moda Vogue e permaneceu com título até 20107, quando a Editora Globo e Condé Nast (detentora da versão original) anunciaram parceria e a nova empresa, com nome Edições Globo-Condé Nast, passou a gerir o título. Também versão de uma revista de moda de sucesso internacional, a versão brasileira de Elle foi lançada em 1988 pela Editora Abril que detém os direitos do título até hoje. Em 1989, a editora Globo lança a revista Criativa para um público feminino mais jovem e, em 1991, lança a revista de comportamento Marie Claire, que assim como Elle e Vogue também são projetos originalmente internacionais. Também em 1989, a editora Abril lança a revista Máxima, que durou até meados dos anos de 1990 e foi relançada em 2010 com foco na mulher da classe C.
Com a estabilização da moeda por conta do Plano Real, a partir de 1994, as revistas populares se multiplicaram, com TiTiTi, da editora Símbolo, Ana Maria e Viva!Mais, da Abril, que em 2010 venderam mais de 25 milhões de exemplares juntas. Em 2006, a Editora Abril lançou mais um título do segmento, a Sou+eu, revista de histórias reais com conteúdo colaborativo das leitoras. Em 2007, lançou Gloss, com público semelhante ao da Criativa e, em 2010, foi a vez de Lola Magazine, voltada para mulheres acima dos 30 anos das classes A e B.

Capas de janeiro

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Está de volta uma das seções mais acessadas do Blog, a "Capas do Mês", na qual vemos o que rolou nas bancas ao longo dos últimos 30 dias. Dos 10 posts mais vistos do ano de 2011, dois eram dessa seção. O TCC não me deixou fazê-la nos últimos meses, mas como ele já foi entregue não há mais nenhum impedimento.

O destaque desse mês vai para revista Rolling Stone, que trouxe a atriz Carolina Dieckmann caracterizada de boxeadora na capa. Particularmente, gosto bastante de capas temáticas e o uso da sobreposição da foto sobre as chamadas atrai bastante a atenção, já que ao contrário da sobreposição no logo, esse tipo de recurso ainda é muito pouco utilizado nas nossas capas e é capaz de dar unidade aos elementos textuais e fotográficos, além do efeito de tridimensionalidade.
Na Marie Claire temos uma Sophie Charlotte irreconhecível nas duas capas, só descobri quem era lendo o nome mesmo. De resto, a da banca segue o padrão de sempre "comercial-careta" e na de assinantes os ângulos são menos convencionais e quase experimentais para os nossos padrões. Elle tem a modelo Bruna Tenório com o vestido vencedor do programa "Projeto Fashion" e uma composição de cores pesada para um janeiro de verão. Já a Vogue, apesar de sempre contar com peças de roupas interessantes, ultimamente tem feito umas capas com cara de catálogo de loja de roupa e daquele mais ou menos. Será a luz? Será o corte? A pose? Ainda não descobri o que  aconteceu. 
A Cabelos&Cia inovou e fez uma capa com a Claudia Leitte que não dá medo e nem assusta criancinhas (Não entendeu? Clique aqui)

Claudia começou 2012 apostando no mesmo tom alaranjado da capa de março de 2011 mas com a diferença de que neste ano não temos mais as super-flores do aniversário de 50 anos e as chamadas estão mais organizadas. 

Já as revistas de moda que trazem moldes seguem um padrão bem parecido nas capas, com fundo branco e chamadas em alguma das laterais, porém a Manequim se deu melhor na organização, hierarquização dos textos e qualidade fotográfica. 

Com relação às revistas para a pós-adolescência, vou falar da Lunna. Nesse meio tempo que fiquei sem fazer essa seção,o projeto gráfico e o site da revista foram reformulados e para melhor. O novo logo tem mais personalidade e a brincadeira com as texturas no NN pode ser a marca da revista, o que facilita o reconhecimento na banca ou de possíveis produtos que podem surgir a partir da publicação. O manuscrito enriquece, porém se fosse escrito manualmente e não apenas uma fonte de computador seria mais forte. Assim como a Gloss, a Lunna também mudou o corte fechado no rosto da modelo para um plano americano, acrescentando informações de moda à capa. De maneira geral, a revista ficou muito mais bonita e graficamente interessante, apesar da boca estranha da Fernanda Vasconcelos na foto desse mês.
Já nas masculinas, a Playboy trouxe uma edição com capa dupla, uma com a ex-estrela infantil Lidsay Lohan que pouco se difere da capa original americana e outra com a Vanessa Zoth (??). Apesar de ser interessante a brincadeira com o giz no logo, perderam a oportunidade de fazer o mesmo nas chamadas. 
A Alfa é uma revista que tem textos bem legais... já as capas deixam um pouco a desejar tanto em fotos compradas quanto produzidas. Adoro as capas da GQ, sempre muito lindas e bem produzidas mas como dessa vez é uma capa gringa não vou elogiar.
Por enquanto é isso... até o fechamento dessa seção ainda não tínhamos nem Tpm nem Trip do mês. Espero que tenham gostado do retorno da seção =)

O mundo psicodélico dos insetos

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

louva-a-deus só na contra-luz
Ok, nem todos os bichinhos que aparecem aqui são insetos, eu sei. Mas o post precisava de um título e como quando se fala em insetos normalmente pensamos em animais pequenos, achei que esse título ficaria melhor para entender a ideia geral, o que não aconteceria com outros (títulos) como "O mundo psicodélico dos moluscos" ou "O mundo psicodélico dos répteis".

Enfim, falando das fotografias, essa série foi feita pelo fotógrafo israelense 
Nadav Bagim (também conhecido como Aimishboy) em sua própria casa e foi batizada de "WonderLand" ("País das Maravilhas")

Para criar as cenas ele utilizou uma Canon EOS 60D e uma lente de 100mm juntamente com objetos comuns, vegetais, flores e folhas, de um modo que tudo ficasse muito colorido, lembrando um conto de fadas.

Bagim normalmente demora mais de uma hora para construir os cenários e precisa de bastante paciência e gentileza para atrair seus "modelos" para o lugar escolhido para as fotos. Desta forma, cada sessão com os pequenos pode durar muitas horas.

O fotógrafo afirma que faz pouco uso de ferramentas de edição de imagens, fazendo apenas  algumas alterações de tom e contraste. No final do post confira um vídeo com um trecho de uma seção.

Artistas fazem viagem no tempo ao recriarem cartazes de filmes atuais

terça-feira, 17 de janeiro de 2012


Como seriam os cartazes dos filmes que estrearam no cinema nos últimos anos se tivessem sido produzidos em outra época? Foi justamente essa experiência que os artistas Hartter e Peter Stults fizeram. 

Stults se inspirou no blog de Hartter, que refez cartazes de filmes atuais como se fossem antigos, alguns dele com atores e diretores antigos como Brigitte Bardote ou atuais como Angelina Jolie. Como eu adoro composições no estilo retrô, achei a ideia e o resultado do trabalho bem interessantes. Espero que gostem!

Tipos de impressão - parte I: Offset

domingo, 15 de janeiro de 2012


Atualmente, existem diversos métodos de impressão na indústria gráfica e para escolher qual deles é o ideal para o seu trabalho é importante levar em conta os seguintes fatores:
  • Qualidade de impressão;
  • Tiragem;
  • Verba;
  • Tempo de execução;
  • Tipo de material e formato de suporte


Neste primeiro post sobre tipos de impressão vamos falar do sistema offset


A evolução da Litografia
O offset é um método de impressão que não apresenta nenhum tipo de relevo e é derivado de um processo antigo chamado litografia (método que se utilizava de uma matriz de pedra polida pressionada contra o papel, com os elementos para reprodução registrados na pedra por substâncias gordurosas). Além disso, o offset foi descoberto "por acaso" pelo americano Rubel, em 1904, que deixou rodar uma máquina litográfica sem papel, fazendo com que a imagem fosse transferida para o cilindro de borracha. Quando o papel foi colocado, a impressão aconteceu dos dois lados, sendo que o lado da borracha ficou mais nítido.
Após essa descoberta, muitos estudos foram feitos e novas tecnologias foram implantadas nesse método de impressão. 
Com o desenvolvimento das chapas de impressão de alumínio fotossensíveis, o offset passou a ser mais difundido e é o método de impressão de boa qualidade mais utilizado no mundo, sendo ideal para grandes quantidades de impressões.


O processo

  • Gravação da chapa
A chapa metálica utilizada na impressão offset é preparada de forma a se tornar fotossensível. As áreas que são protegidas da luz tornam-se lipófilas, atraindo gordura (grafismo), enquanto que as demais regiões se mantêm hidrófilas, atraindo água (contra-grafismo). 
Depois, um arquivo gerado no computador é transferido para um filme especial e é fixado à chapa, que por sua vez é exposta à luz. Esse processo é muito caro, o que explica o fato deste método ser utilizado em grandes tiragens, já que quanto maior o número de cópias, menor será o peso do valor da chapa no preço da unidade impressa. 
  • Montagem
A chapa, que é flexível, é montada na impressora offset em um cilindro. Cada chapa é usada para transferir uma cor. Por exemplo, no caso dos impressos coloridos são utilizadas quatro chapas (CMYK), uma de cada cor (Ciano / Magenta / Amarelo / Preto) que são suficientes para criar uma enorme gama de cores. Caso o trabalho possua cores especiais como tons fluorescentes ou tintas metálicas, é necessário que seja feita uma chapa para cada uma das cores especiais, o que encarece ainda mais o processo. Além disso, a impressora precisa também estar preparada para imprimir em série o número de cores necessário, ou seja, ter o número de tinteiros igual ou maior a quantidade de cores utilizada. Isto é importante para manter o registro entre as diferentes tintas. 
exemplo do funcionamento das cores no sistema CMYK
  • Impressão
Tanto nas impressoras onde o papel entra em bobina (rotativas), como nas impressoras que usam o papel cortado (planas), o sistema funciona de maneira rotativa. Uma série de cilindros conduzem tanto a tinta quanto o papel.
A impressão sempre é feita de forma indireta, o cilindro onde a matriz foi montada é mantido úmido por rolos umidificadores. A tinta também é transferida para este cilindro, como ela é de base gordurosa ela se concentra nas áreas de grafismo que atraem gordura e, ao mesmo tempo, a tinta é repelida pela água nas áreas de contra-grafismo do cilindro.
A tinta é transferida para um cilindro de borracha, cujo nome é blanqueta, que serve de intermediário para a impressão. Ele ajuda a manter o papel seco e ao mesmo tempo aumenta a sobrevida da matriz.

A alegria dos livros

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Lindo!

Are you happy?

domingo, 8 de janeiro de 2012

A gente cria. Seu filho imagina.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Olha que graça essa série de anúncios da Mattel feita pela Age Isobar! A campanha, que é a primeira criada no Brasil, mostra como é a imaginação das crianças em relação aos brinquedos da marca. Trabalhando para a Mattel há cerca de 3 anos, a agência estudou cerca de um ano para entender como fazer a comunicação com os pais das crianças consumidoras. Além disso, existe a possibilidade dos anúncios serem utilizados nos outros 43 países onde a marca está presente. Só não precisava diferenciar tanto meninas e meninos, afinal carrinhos são legais =)

Os 10 posts mais vistos em 2011

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

               
               
               
               
               

Julianne Moore se tranforma em famosas obras de arte em editorial da Happer's Bazaar

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Seated Woman With Bent Knee , de Egon Schiele
Julianne Moore se tranforma em diversas musas das obras de Egon, John Currin, Degas e outros em ensaio feito pelo famoso fotógrafo de moda Peter Linderbergh, lado a lado com suas inspirações originais, para a revista Happer's Bazaar. 
Em cada uma das obras Julianne incorpora a personagem do quadro, que ecoa a obra de arte original com costura e moda. 

The Cripple, por John Currin
Man Crazy Nurse #3, por Richard Prince
Madame X, por John Singer Sargent 
 Woman With a Fan, por Amedeo Modigliani
Adele Bloch Bauer I, por Gustav Klimt
 Little Dancer, Aged Fourteen, por Edgar Degas
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