Os mascotes das Copas do Mundo - O design nas Copas parte II

sábado, 3 de maio de 2014

Willie (Inglaterra, 1966) Ao contrário dos cartazes, o mascote não é um elemento presente desde o primeiro mundial. Somente a partir de 1966 as Copas passaram a ter uma personagem para representar o torneio. Willie, um simpático leãozinho, foi o primeiro. Criado por Reg Hoye com traços simples, foi o único a aparecer no cartaz oficial, aumentou a divulgação do evento e também o faturamento da Fifa com marketing. Considerado um dos mascotes favoritos, os produtos relacionados a ele ainda fazem sucesso entre colecionadores e podem ser encontrados em sites como o eBay.

Juanito (México, 1970) Um garoto fofo com a camisa do México, usando um enorme sombrero, com olhos puxados em referência à origem indígena do povo mexicano e com um nome tipicamente espanhol, supostamente representou jovem fã de futebol. 

Tip e Tap (Alemanha, 1974) Pela primeira vez, com dois mascotes, os dois alegres garotos reforçam o estereótipo físico do alemão típico, com pele clara e bochechas rosadas. Um representando a Alemanha Oriental e outro a Ocidental. Na camiseta do primeiro há as iniciais de Copa do mundo em alemão (WM - Weltmeisterschaft)
Gauchito (Argentina, 1978) Assim como os mascotes de 1970 e 1974, Gauchito mostra algum aspecto regional de seu povo. O garoto usa trajes típicos dos gaúchos dos pampas com lenço no pescoço, chapéu e um chicote na mão. Ao contrário dos garotos anteriores, Gauchito não está com a barriga de fora.

Naranjito (Espanha, 1982) Super popular, Naranjito foi a primeira fruta a ser mascote. A laranja, típica da região de Valência, virou mania em todo o mundo e ícone dos anos 80. Além de ter estampado centenas de produtos da Copa, também virou desenho animado
Pique (México, 1986) Mais uma vez, os mexicanos apostaram numa figura com um enorme sombrero. Mas, ao invés de um garoto, a escolha foi a pimenta jalapeña, ingrediente típico da culinária mexicana. Seu nome (Pique) significa "picante" e além do sombrero, usava um bigode na tentativa de representar a cultura local.

Ciao (Itália, 1990) Um dos mascotes mais bizarros de todos, Ciao é um jogador de futebol estilizado com uma bola de futebol no lugar da cabeça, sem olhos, nariz nem boca. O corpo, com as cores da bandeira italiana, lembra a estrutura de um cubo mágico. Foi o único mascote "conceitual" a representar uma Copa. 
Striker (Estados Unidos, 1994) O cachorrinho vestido com as cores da bandeira norte-americana foi feito pelos estúdios Warner Brothers. Escolhido por ser o animal de estimação mais comum dos Estados Unidos, tinha como objetivo popularizar o esporte no país mas não deu muito certo. 

Footix (França, 1998) Um dos símbolos do país, o galo, foi o escolhido da vez. O nome veio da criativa junção entre Football e Asterix (o famoso personagem dos quadrinhos criado por autores franceses). 
O mascote, criado por Fabrice Pialot, foi o vencedor de um concurso promovido pela Federação Francesa de Futebol
Kaz, Ato e Nik (Coreia do Sul e Japão, 2002) A única copa sediada em dois países também inovou nos mascotes com o uso de três personagens. As criaturas futuristas foram feitas em computação gráfica e inspiradas nos desenhos orientais.

Goleo VI (Alemanha, 2008) Pela primeira vez o mascote não era um desenho mas um enorme boneco de pelúcia. Acompanhado por uma bola falante, o mascote também chamou atenção por usar uma camiseta mas não usar calças. Criado pela empresa norte-americana Jim Henon Company, Goleo não fez tanto sucesso como os outros produtos criados pelos mesmos ilustradores, como os Muppets e a Vila Sésamo. 
Zakumi (África do Sul, 2008) O fofíssimo mascote da primeira Copa realizada em território africano é cheio de simbologia. O escolhido foi o leopardo, um dos animais da rica fauna local. Desenhado pelo pelo artista sul-africano Andries Odenhaal, o personagem tingiu os pelos de verde para se camuflar no campo de futebol. Zakumi tem data de nascimento, 16 de junho de 1994, mesmo dia em que a África do Sul se tornou uma república democrática. Simbolicamente, o mascote também representa a adolescente democracia sul-africana. O nome também foi bem pensado: ZA é a sigla oficial para África do Sul e KUMI é a palavra que designa o número 10 (ano em que o evento foi realizado) na maioria das línguas locais do país.

Fuleco (Brasil, 2014) Apesar da sonoridade péssima (me lembrou fuleiro), a explicação para o nome (que foi definido em votação popular) é bacana: é a junção das palavras Futebol e Ecologia. O animal é um simpático tatu-bola que foi escolhido por estar ameaçado de extinção (alvo do tráfico ilegal, também se encontra vulnerável pela destruição de seu meio-ambiente, e ainda pela caça devido ao sabor de sua carne). A ideia é sensibilizar a opinião pública sobre a importância do meio-ambiente e da ecologia.

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